ABRAÇA PAIS - 

Cada ser humano é único, integral, múltiplo e cada família reflete essa singularidade.

Bebês são nossos maiores tesouros e a humanidade precisa ter foco e comprometimento com o começo da vida. Criar filhos e educar um ser humano é tarefa intensa, feita com MUITO coração, cérebro e espírito. A gente se prepara, estuda e se planeja para tudo que queremos fazer bem feito na vida, seja uma carreira de sucesso, um concurso, mudança de país, abrir um novo negócio, um investimento ou mesmo uma viagem, e isso não deveria ser diferente quando falamos em criar e educar uma criança.

 

O quanto disso tudo pode ser mais importante e poderoso do que investir seu tempo em conhecer e se conectar com a pessoa mais importante da sua vida? Lembre-se, sua família, será aquilo que você tiver coragem de criar. Ninguém pode fazer isso por você e nem melhor do que você porque é um investimento do seu próprio ser.

 

Educação parental não ensina pais a serem bons pais. Isso a gente vai aprendendo desde que o bebê está na barriga e até mesmo por intuição. Educadores simplesmente apoiam os pais nessa importante missão de conexão e entrega, com ferramentas educativas eficientes embasadas pela neurociência para criar filhos(as) mais felizes, colaborativos e emocionalmente saudáveis e que trazem benefícios para toda família mas acima de tudo, para a sociedade.

 

Nesse processo, o trabalho de um educador vai muito além dos comportamentos "desafiadores" das crianças, afinal, se tirarmos o fator desenvolvimento de cada idade, resta basicamente o aprendizado através dos exemplos e vivências que a criança tem! Então não parece fazer muito sentido mudar a criança quando algo desagrada o adulto. Precisamos olhar o adulto, cuidar de quem cuida, incentivar o auto cuidado e o auto olhar para as crenças limitantes, as feridas, medos, fraquezas sejam separadas do que é do adulto e do que é senso comum e para que esse círculo vicioso termine ali e não aprisione também os pequeninos.

 

Quando a gente coloca luz no adulto, principalmente na mãe e a cura de suas feridas, a gente também cura suas crianças interiores, permitindo que esse adulto caminhe com um profundo senso de aceitação e conexão incondicional com seus filhos. É a fusão emocional mais latente e potente que uma pessoa pode ter com outro ser humano. Uma mãe que se permite viver de fato tal processo, sente o que o bebê sente e vice versa porque são dois, mas continuam sendo um. Esse é o principio do "apego" que é tão importante para o desenvolvimento saudável das crianças pequenas.

É também a experiência de reparação emocional mais profunda pela qual se tem a oportunidade de passar! Quando criamos um senso de aceitação e importância para todos os membros da família, o lar se torna uma lugar de paz, segurança e respeito.

 

Relegar às sombras as dores emocionais dessa vivência inconsciente com todo passado, só perpetua o ciclo de dores na primeira infância de diferentes maneiras.

E o que estamos fazendo como humanidade se não protegermos nossos bebês? Incentivamos os "predadores" a entrar dentro das casas, terceirizamos os papeis, julgamos, damos pitacos e palpites desnecessários, tiramos a mãe de dentro de suas casas para trabalhar e cobramos produção, incentivamos essa mãe recém parida a ter o corpo de antes em tempo recorde, criamos competições absurdas, manuais e regras que as deixam ainda mais inseguras quanto aos cuidados com seus próprios filhos.

Precisamos urgentemente falar sobre isso, porque  está em nossas mãos a oportunidade de construirmos uma sociedade com pessoas saudáveis, e o caminho é o AMOR. É apoiar incondicionalmente cada mãe, para que ela ame bem e melhor.

POR Raquel Soares Fontes - Mãe, Educadora Parental pela Positive Discipline Association e colaboradora do TIME multidisciplinar do Abraça Infância. 

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