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OLHO NO OLHO - Por Raquel Soares Fontes

OLHO NO OLHO - É inegável nossa proximidade cada vez maior com situações de violência ou tragédias que começam silenciosamente dentro de nossas próprias casas e atingem principalmente nossas crianças, a parte mais sensível e vulnerável da sociedade.

Claro que a gente precisa se informar e falar sobre os danos que a falta de diálogo e conexão vem causando. Mas, melhor que achar culpados, é focar nas soluções e CONSTRUIRMOS JUNTOS o equilíbrio e o caminho a seguir em uma época totalmente nova e humanamente desconectada onde, apesar das tragédias, existem também histórias lindas sendo construídas por meio do afeto, da empatia, respeito, conexão e muito OLHO NO OLHO com as crianças!

✨Existe algo incrivelmente poderoso em olhar nos olhos de outra pessoa e nas crianças essa ação é ainda mais impactante. Nossos olhos são os únicos órgãos ligados ao nosso cérebro que está diretamente exposta ao mundo. Então, quando você olhar sua criança nos olhos, tenha em mente que talvez seja o mais próximo que você chegará de "tocar seu cérebro" ou “tocar sua alma”!

Psicólogos e neurocientistas têm estudado o contato visual há anos e as evidências revelam muito sobre essa poderosa ferramenta, que tanto nos expõe, como também interfere sobre o que pensamos a respeito das pessoas.

O olho no olho envolve uma série de processos cerebrais, pois ao lidarmos com a mente de outra pessoa, nos tornamos mais conscientes da ação dela. É como uma fusão parcial, onde tendemos a ter mais empatia e nos sentirmos mais próximos das pessoas, talvez por conseguirmos ler suas emoções mais complexas através dos músculos dos olhos e o movimento facial que ele provoca.

O encontro do olhar direto do outro também interfere em nossa memória de trabalho (função executiva do cérebro - nossa capacidade de manter e usar informações em mente por curtos períodos de tempo), na nossa imaginação e no nosso controle mental.

✨Infelizmente de modo geral e na pressa do dia a dia acabamos fazendo várias coisas ao mesmo tempo e mal olhamos nos olhos das pessoas e isso nos afasta uns dos outros.

Quando olhamos de fato o outro, o SIM ou o NÃO se torna apenas uma resposta, porque a demonstração de respeito e senso de importância pra quem recebe esse olhar de atenção é infinitamente mais valioso.

Para as crianças, mostra que ela foi ouvida, validada, compreendida e que talvez, a resposta pra ela naquele momento seja NÃO. E ela é capaz de superar um "não", mas a falta de olhar, de encorajamento, de importância, é um tanto mais complicada.

✨Seres humanos, em qualquer idade, que se sentem ouvidos e validados podem até não mudar de opinião, mas costumam se sentir aptos a ouvir e muitas vezes colaborar com ideias e opiniões diferentes.

O que vale é refletir, se manter consciente e mudar o comportamento. Pode ser difícil no começo, já que apesar de simples, tais atitudes exigem um grau elevado de atenção e consciência, mas o hábito de agir assim com as crianças, nos traz uma nova perspectiva nas atitudes também com outros adultos.

Vamos praticar? 😉

POR Raquel Soares Fontes - Educadora Parental e estudante de pós-graduação em neurociência.


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